Ando sumida do blog. O motivo são esses pezinhos gostosos da foto acima, que chegaram há quatro meses e revolucionaram a minha vida. O pequeno Eduardo ainda mama exclusivamente no peito, mas, dentro do possível, eu e o marido estamos preparando-o para que tenha uma relação saudável com o alimento e com a hora da refeição. Já o levamos à feira de produtores várias vezes, para que ele possa observar a variedade de cores e formas das frutas e verduras à venda. Temos também uma cestinha de frutas de brinquedo com a qual ele brinca há várias semanas. Outra coisa que fazemos é “incluí-lo” nas refeições sempre que possível. Se o bebê está acordado na hora do café da manhã, do almoço ou do jantar, ele senta em sua cadeirinha de balanço perto da mesa, em vez de ficar deitado em seu tapetinho de atividades. Dessa forma, ele “participa” das refeições e já se acostuma com a ideia de sentar à mesa para comer em família. Esperamos, assim, minimizar as dificuldades comumente associadas à alimentação de crianças e jovens.

Diante da perspectiva de introduzir meu filho ao universo de alimentos sólidos, não consigo deixar de especular sobre o que faz com que muitas crianças não tenham uma relação saudável com a refeição. Será que, ao insistir que nossos filhos criados em centros urbanos comam frutas e verduras em abundância, não estamos pedindo demais? Como esperar que uma criança se alimente daquilo que ela não conhece, isto é, daquilo que ela não vê ser plantado e nem colhido? Ou então esperar que uma criança coma algo que aparece em seu prato sem antes ter aparecido em sua TV, como é o caso dos salgadinhos, nuggets de frango e iogurtes cheios de açúcar e corantes? Em outras palavras, coma esperar que a criança coma brócolis ou cenoura, se esses são alimentos com os quais ela não se identifica? Alguém já viu comercial de abóbora ou couve? Como pedir a nossos filhos que comam algo que é fruto da natureza se muitos de nós estamos totalmente distantes e desconectados da mesma?

Sei que algumas escolas possuem hortas para que as crianças possam conhecer um pouco dos alimentos na prática. Como há poucas coisas no mundo mais cruciais do que se alimentar bem, não seria o caso de incentivar ou até mesmo tornar obrigatória a existência de uma horta em todas as escolas? Não seria a educação alimentar uma disciplina tão importante como português e matemática?

*Além da cestinha de frutas que mencionei acima, há diversos outros brinquedos muito bacanas para a criança se familiarizar com a alimentação saudável. Seguem abaixo alguns exemplos, para diferentes faixas etárias:
– Brinquedos macios para bebês:
. Sacolinha de compras com frutas, verduras e leite
. Cestinha de verduras e legumes
. Cestinha de frutas
– Brinquedos de madeira para crianças maiores:
. Sacolinha com legumes
. Sacolinha com frutas
. Kit com tábua de corte, faquinha, queijos, etc.
. Kit de frutas ‘cortáveis’ e faquinha
. Kit de legumes ‘cortáveis’ e faquinha
. Kit para saladas

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